domingo, 9 de dezembro de 2012

Governo paulista abandona a educação e pais, recorre a Presidente Dilma Russef, que atende o pedido dos pais paulistano.


Mãe apela a Dilma para conseguir
livros didáticos para alunos em SP
Sheila Farias enviou email para a presidente. Em um mês, mensagem foi encaminhada para diversos órgãos até que os estudantes recebessem o material para estudar.  
Uma história inspiradora aconteceu em São Paulo. Em uma escola, faltavam livros didáticos. Em outra, professores. O que havia em comum entre elas? Pais dedicados que foram à luta para garantir um ensino decente para os filhos. Eles apelaram até para a presidente Dilma Rousseff. 

Na escola Gavião Peixoto, na zona norte de São Paulo, é comum os alunos voltarem para casa mais cedo por falta de professores. Às 9h30, Kevin, filho de Ricardo, já foi liberado. Ele não teve aulas de ciências e matemáticas. Ricardo foi até a escola tirar essa história a limpo
.“Ano passado, eu não tive aula quase de nenhuma matéria. A gente tinha aula vaga todo dia, o ano inteiro“, diz o aluno Igor Ferreira 
“Há o problema de muitos alunos não irem para a casa, ficam pela rua, e os pais não sabem se tem aula ou não”, diz Ricardo Gonçalves de Paula. Ele já tentou falar com o diretor da escola seis vezes.

Quem também está batendo de frente com a direção é o grupo de pais da escola João Ramalho, em São Bernardo do Campo, na grande São Paulo. Eles querem medir a sala de aula para evitar superlotação. “Tentei três vezes falar com a direção da escola e não deixaram de maneira nenhuma. Dizem que é ordem de superior e que não podem permitir isso”, diz Fábio Otávio de Carvalho, avô de um aluno.
 

A luta de Sheila Farias começou no ano passado. Os alunos simplesmente não receberam os livros didáticos. O problema estava se repetindo este ano. Ela resolveu comprar essa briga sozinha. “Abordei uma representante do estado e ela me deu a resposta que eu precisava ter ouvido antes: ‘Não chegou e nem vai chegar’. Fiquei brava”, diz Sheila.
 
E quando ela fica brava, ninguém segura. Sheila mandou e-mail direto para a presidente da república. A mensagem foi encaminhada de gabinete para gabinete até chegar ao Programa Nacional do Livro Didático, que entrou em contato com ela. “Isso aconteceu em julho. No começo de agosto, os livros chegaram para todos os alunos. Você consegue imaginar que para um livro chegar você precisa falar com a presidente?”, pergunta Sheila. 

Depois de falar com amigos e pais e listar as matérias sem professor, Ricardo vai tentar pela sétima vez falar com o diretor da escola. “Perguntei se tinha diretor e me disseram que o diretor só atende na parte da tarde. Praticamente foram conversando comigo como se estivessem saindo da escola e me colocando para fora, não querendo me atender”, diz ele.
 

Sheila foi com o grupo de pais novamente até a escola pedir para medir as salas. ”É minha escola. Eu não poderia ser tolhida de entrar na minha escola. Nem eu e nenhum pai”, diz. Eles ainda não conseguiram medir a sala, mas a diretora garantiu um número máximo de alunos por sala: 35.
 

Ricardo cansou de procurar o diretor da escola e foi para a Diretoria Regional de Ensino. “Pela delegacia de ensino, eles não tem como fazer nada. Pretendo retornar ao bairro, marcar com a comunidade uma reunião com a Secretaria de Educação para que o ano letivo de 2013 entre sem falta de professores”, conta.
 

Em nota, a Secretaria de Educação do estado de São Paulo afirma que tanto a escola Gavião Peixoto quanto a escola João Ramalho estão à disposição da comunidade para resolver qualquer problema, que não existe superlotação nas salas e que, no caso de ausências pontuais de professores, as aulas são ministradas por professores eventuais.
 
“Quando você pensa ‘vou botar meu filho na particular’, eu não quero fazer isso. Quero fazer a escola do meu filho tão boa quanto a particular”, afirma Sheila.
 
“A comunidade tem que brigar pelos seus direitos, porque só assim que se consegue alguma coisa nesse país”, completa Ricardo.
 

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