domingo, 26 de fevereiro de 2012

Incêndio em base na Antártida (Foto: Armada de Chile/Reuters)

'Importa é que ele está vivo', diz filha de ferido em incêndio na Antártida
Sargento, queimado ao tentar apagar o fogo, ligou para família à noite.
'Ele está abalado. Viviam como uma família na base da Marinha', diz ela.
Tahiane Stochero Do G1, em São Paulo
A família do sargento da Marinha Luciano Gomes Medeiros, que ficou ferido durante uma explosão na Estação Antártica Comandante Ferraz, na Antártida, recebeu com alívio um telefonema do militar por volta das 23h deste sábado (25) para contar que estava bem.

Luciano sofreu queimaduras nos braços e na mão e está internado em um hospital em Punta Arenas, no Chile. No incêndio, dois militares brasileiros morreram e a base foi destruída, segundo o Ministério da Defesa.

“Ele ligou para a casa com uma voz bem ruim, dizendo que estava abalado e muito triste com o que aconteceu, principalmente pela morte dois colegas, pois eram muito amigos. Eles viviam na base como uma família”, diz uma das filhas de Medeiros, Thaís, de 24 anos, que mora com a família no Rio de Janeiro.
Segundo a jovem, o pai estava na Antártida desde março de 2010 e voltaria da missão no próximo dia 25 de março. Ele era responsável pela parte mecânica e manutenção de motores e lanchas da base Comandante Ferraz. “O importante é que meu pai está vivo”, diz a filha.
Sargento Luciano Gomes Medeiros sofreu queimaduras em explosão na Antártida (Foto: Arquivo Pessoal)
“Eles estavam com a data de retorno marcada. Dizia sempre que sentia muita saudade da família e reclamava do frio, pois somos cariocas e aqui é intenso o calor, sempre. Mas o meu pai viajava muito pela Marinha, estava acostumado com dificuldades, e o sonho dele era estar nessa missão na Antártida. Pena que acabou assim”, conta Thaís ao
Thaís, a irmã de 14 anos e a mulher de Luciano Medeiros esperam a chegada do militar ao Rio de Janeiro, onde a família reside. Segundo a filha, “ele não falou nada sobre o incêndio” e nem sobre as causas.
“Na noite anterior (ao incêndio, na sexta-feira (24)), falamos com ele por telefone. Ele disse que estava indo dormir cedo, porque sairiam para uma missão com pesquisadores logo pela manhã. E na madrugada ocorreu aquilo. Ele deve ter se queimado ao tentar ajudar a apagar o fogo”, explica a jovem.
Segundo Thaís, o pai sempre comentava que havia rigor em relação à segurança na base para evitar qualquer acidente e que pesquisadores nunca podiam sair sozinhos ou sem orientação de militares.
Incêndio em geradores
A previsão é de que os militares e pesquisadores que estavam na base cheguem ao Brasil neste domingo (26) em um voo da Força Aérea Brasileira. O C-130 Hercules chegou a Punta Arenas, no extremo sul do Chile, na madrugada deste domingo (26). O grupo formado por militares e funcionários aguardava no local após ter sido retirado da Antártida por um avião da Força Aérea da Argentina.
Suboficial Carlos Figueiredo morreu no incêndio
(Foto: Vinícius Figueiredo/ Arquivo Pessoal)
O incêndio ocorreu no local onde ficam os geradores de energia da estação por volta das 2h (horário de Brasília) de sábado. O ministro da defesa, Celso Amorim, confirmou durante a tarde a morte de dois militares e que o sargento ficou ferido. Um Inquérito Policial Militar foi instaurado para apurar as causas do incêndio.
Ao todo, estão em Punta Arenas à espera de resgate 30 pesquisadores, um alpinista que auxilia nos estudos, um representante do Ministério do Meio Ambiente e 12 funcionários do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro.
Vítimas
Em nota, o Ministério da Defesa informou no sábado que há indícios de que os dois corpos encontrados na estação incendiada sejam do suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e do sargento Roberto Lopes dos Santos, que estavam desaparecidos.
De acordo com a nota, o sargento Luciano Gomes Medeiros ficou ferido e está internado. Ele recebeu os primeiros socorros na estação polonesa de Arctowski e depois foi levado para a base chilena Eduardo Frei.
Segundo o ministro da defesa Celso Amorim, não é possível saber ainda a extensão do prejuízo a equipamentos e pesquisas desenvolvidas pelos brasileiros na região. "Todo o núcleo central, onde estão concentrados os equipamentos, foi perdido. O grau exato do que ocorreu ainda terá de ser objeto de perícia, mas a avaliação é que perdeu-se praticamente tudo", afirmou.

Deputado paraense morre, em acidente de avião.

Deputado paraense morre em acidente de avião em Acará (PA)

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E SÃO PAULO 

A queda de um avião bimotor na manhã deste sábado (25) no município paraense de Aracá (160 km de Belém) deixou três mortos, entre eles o deputado estadual Alessandro Novelino (PMN), de 39 anos.
Novelino, seu assessor parlamentar e o piloto viajavam para uma fazenda no nordeste do Pará quando a aeronave caiu sobre uma área alagada, segundo nota divulgada pela agência de notícias do governo do Estado.