quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Dori Carvalho: Desabafo em prol de Dilma


Tenho ouvido e lido dezenas de ofensas, calúnias e injúrias nunca vistas, contra ninguém que tenha tentado ser presidente do meu país
Por que tanto ataque pessoal à Dilma?
Assassina, criminosa, bandida, assaltante, terrorista, vagabunda... fez plástica, cortou o cabelo, tá gorda, tá magra, é arrogante, é dura (ela vive “rodeada de homens meigos”). Será que tudo é tão pequeno, tão mesquinho? Não quero acreditar que tudo isso seja porque ela é mulher

Ora, qual é o crime da Dilma? Levantar-se em armas, arriscar a própria pele, entregar a vida pela liberdade, ser presa e torturada, lutar contra a ditadura, que nos calou e nos oprimiu por mais de duas décadas? Eram jovens sinceros e idealistas que foram à luta armada, contra golpistas, torturadores e carrascos que tomaram a democracia de nossas mãos, que tiraram do poder aqueles que foram eleitos pelo povo... isso é crime? Então, temos que condenar aqueles que lutaram ao lado de Mandela, na África do Sul; de Che Guevara, Simon Bolívar, Tiradentes, Zumbi, Zapata, na América Latina; de Ho Chi Minh, no Vietnã; de franceses, judeus e socialistas que lutaram contra o nazismo; dos americanos contra os ingleses, dos portugueses contra Salazar, dos espanhóis contra Franco, dos africanos contra portugueses, ingleses, franceses... a história não tem fim... eram todos chamados de bandidos. 2. “Aquele que defender os fracos contra os fortes, será condenado a viver como um fora-da-lei... Em tempos de tirania e injustiça, quando a lei oprime o povo, o fora-da-lei assume o seu papel na história.” in Robin Hood 3. Estão querendo condenar a Dilma e seus companheiros de luta duas vezes, pelo crime de defender o Brasil, de combater por um ideal, de defender uma causa com unhas e dentes. Enquanto os ex-torturadores estão de pijama se fingindo de pacatos e atirando em mendigos, caluniando na sombra do anonimato e “direitistas” chafurdando nas telas compradas da TV ou degustando vinhos, em Manhattan. Essa gente que ama a democracia, apenas quando está no poder ou gravitando em torno dele. 4. Dilma D de dedicação, determinação I de independência, ideal, L de liberdade, luta A de amor, avançar (não, não me esqueci do M) M maiúsculo de Mulher 5. Lá em casa éramos cinco. Dalva, Dulce, Djalma, Darcy e Dorival. Todos rebeldes, inquietos e inconformados e, tenho certeza, todos ficariam honrados com mais uma irmã: Dilma.

DESABAFO FEITO POR DORI CARVALHO,AO BLOGDAFLORESTA.
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